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16 de outubro de 2020

Até agosto, supermercados acumulam alta de 3,94% em vendas


Mesmo com a alta, otimismo dos empresários do setor apresentou retração no mês, caindo de 60 para 59,1 pontos devido à pandemia e às incertezas econômicas, segundo a Abras

Até agosto os supermercados brasileiros acumularam crescimento real (deflacionado pelo IPCA/IBGE) de 3,94% na comparação com o mesmo período de 2019, de acordo com o Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), apurado pelo Departamento de Economia e Pesquisa da entidade.

No mês, a alta foi de 2,56% em relação a julho, e de 4,44% na comparação com agosto do ano anterior.

João Sanzovo Neto, presidente da Abras, afirma que, como os estabelecimentos do setor continuaram funcionando durante a pandemia, por serem atividade essencial, os resultados têm se mantido próximos da projeção da associação divulgada no início do ano, de 3,9% de crescimento para 2020.
“O pagamento do auxílio emergencial e outros programas de estímulo do governo federal ajudaram a evitar uma queda mais abrupta da economia”, destaca.

As restrições mais brandas em muitas localidades do Brasil, devido ao controle da disseminação da covid-19 e a queda no número de casos da doença e de mortes, têm impulsionado a volta gradual do consumo e a melhora em diversas atividades econômicas, completa. “Seguiremos com os nossos rígidos protocolos e trabalhando para manter a segurança dos nossos clientes e colaboradores, e com a esperança de que o pior tenha ficado para trás.”

CONFIANÇA

O otimismo dos empresários de supermercado apresentou retração no mês de agosto, chegando a 59,1 pontos (numa escala de 0 a 100) ante os 61 pontos registrados em julho, de acordo com o Índice de Confiança do Supermercadista, elaborado pela Abras em parceria com a GfK.

O resultado foi impactado pelas incertezas econômicas geradas pela pandemia.

ABRASMERCADO

Em agosto, o Índice Abrasmercado (cesta dos 35 produtos mais vendidos nos supermercados do país) registrou alta de 1,83% na comparação com julho, passando de R$ 542,91 para R$ 552,84. Já na comparação com agosto de 2019 o valor da cesta apresentou crescimento de 16,48%.

As maiores altas foram registradas nos produtos: óleo de soja, 14,16%, tomate, 13,82%, queijo muçarela, 8,84%, pernil, 8,65%, arroz, 8,21%. As maiores quedas nos preços foram verificadas nos itens: cebola, -28,01%, batata -16,54%, feijão, -4,81%, ovo, -4,42%, e farinha de mandioca, -3,71%.

REGIÕES

A região Sudeste foi a que registrou maior aumento no valor da cesta Abrasmercado em agosto, 3,64%, passando de R$ 525,87 registrado em julho, para R$ 545. A única variação negativa foi verificada na região Norte, -0,02%, chegando ao valor de R$ 609,58.

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