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13 de janeiro de 2020

Caraguatatuba é destaque no cenário de voo livre no Brasil


Contabiliza-se uma média de 30 voos diários saindo da chamada rampa leste

São pouco mais de 20 minutos para decidir ser quer mesmo conhecer Caraguatatuba de cima. Isso mesmo, é o tempo para sair da área de pouso no Clube de Vôo Caiçara (Avenida da Praia), subir a estrada do Morro Santo Antonio e chegar às rampas que dão a liberdade de voar!

A 325 metros de altura, o barulho do nylon se desenrolando, o velame se abrindo e o friozinho na barriga chegando. Tudo decidido, chega a hora de sentar na cadeirinha junto ao piloto e decolar para o mundo. Essa é a visão de um iniciante na prática do paraglider (parapente) em voo duplo pelos ares de Caraguatatuba. A cidade é considerada a segunda melhor do litoral brasileiro para voar, atrás apenas do Rio de Janeiro, considerado o berço do voo livre no País.

Tanto é a fama que em 2019 foi aprovada a criação do Festival Municipal de Voo Livre Auracy Mansano, evento este que já consta no Calendário de Eventos para ser realizado no dia 26 de abril deste ano. “Temos o melhor lugar para decolar, a vista daqui é maravilhosa com esse mar, Caraguatatuba, Ilhabela e Ubatuba visíveis, a Mata Atlântica”, conta o instrutor Silvio Luis Ramos, um dos nove credenciados para fazer o voo duplo na cidade. Confira os outros no site http://turismocaragua.com.br/servicos.

Para o profissional, o que atrai tantos pilotos para a cidade são as condições oferecidas como o acesso à pista totalmente calçado pela Prefeitura de Caraguatatuba, a área de pouso com estrutura para atender familiares que aguardam os apaixonados pelo ar, a facilidade de se ter vento de leste predominante quase que o ano inteiro. “Aqui chegamos às rampas em até 20 minutos, enquanto em vários lugares do Brasil leva-se mais de 1h30 com acesso por estradas de terras e sem apoio para o pessoal que está no solo”, compara.

“Sem contar a receptividade para todos os visitantes que vêm de fora com ótimos hotéis e restaurantes”, complementa. A informação é referendada pelo presidente do Clube de Voo Caiçara, Carlos Eduardo Tosetto dos Santos, que contabiliza uma média de 30 voos diários saindo da chamada rampa leste. Para ele, quem nunca voou se impressiona com o visual.

“São cerca de 20 minutos no ar que se tornam uma experiência para toda uma vida”. É o que conta a comerciante de Caraguatatuba, Nancy Yumi Kikuchi, que fez seu primeiro salto no começo deste ano com Sílvio Ramos. Há anos ela tentava o feito, mas sempre alguma coisa atrapalhava. Este ano realizou o sonho e foi muito melhor do que esperava. “É uma experiência ímpar, muito bom. Devia ter saltado antes. Mas a partir de agora, com certeza farei novos voos. Super indico para quem quer ter esse gostinho”.

Agora, se a pessoa já é experiente, tem seu próprio equipamento, pode ficar plainando por cerca de três horas se pegar a corrente, a térmica certa. E se o tempo não ajudar? Hoje é possível saber até com cinco dias de antecedência se vai dar vento ou não!

Quanto custa essa experiência? Em torno de R$ 250 com direito a transporte até o morro, voo, seguro de vida. Quer se sentir totalmente livre? A dica é fazer o curso, que dura três meses (R$ 3 mil) com aulas teóricas e práticas. Ah, essa experiência também pode ser feita com voo duplo de Asa Delta. A saída é também da rampa leste, mas com uma específica para o salto.

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