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8 de abril de 2021

Transformação digital é uma realidade que vai não mudar


Se por um lado a pandemia tem trazido consequências devastadoras para a saúde e a economia mundial, pelo outro ela também tem causado grandes transformações digitais nos bastidores do varejo alimentício, segundo a nossa entrevistada de ontem (06), Stella Guillaumon, general manager da Magento Commerce, maior plataforma de e-commerce do mundo, incluindo os marketplaces de varejo.
“Esses novos hábitos de consumo adquiridos na pandemia vieram para ficar. Portanto, o consumidor está cada vez mais omnichannel e exigente, ao ponto de perceber que a sua rotina de compras nos supermercados pode inclusive ser mais prática. As pessoas, principalmente o público 50+, descobriram maneiras mais simples e agradáveis de compras nesse setor, e os aplicativos e sites precisam oferecer experiências mais agradáveis dentro desse processo de compra”, explica a executiva, destacando, para isso, que a tecnologia acabou se tornando um commodity, do qual todo varejista precisa ter se quiser fazer parte desse novo modelo de transformação digital.
Para atingir esse objetivo Stella destaca alguns processos que os supermercados e as indústrias (B2B) precisam refletir e se adequar, como por exemplo: oferecer mais experiências de compras, ricas e completas, para o consumidor. “Apesar de se falar em omnichannel há anos, ainda são poucas as empresas que realmente conseguem enxergar o cliente como único, independente do canal. Ele não quer só comprar um produto, ele quer ter uma experiência, ser bem atendido, com entrega rápida e em perfeitas condições. Ou seja, nos tornamos cada vez mais exigentes e para isso, a tecnologia é a base e o meio, e não o fim, e as empresas precisam se atentar para isso”, alerta.
Outra tendência para este ano, que foi inclusive apontada pela NRF 2021, é a atenção maior que o consumidor vem dando também para as empresas que possuem preocupação ambiental, social e de governança. “Todos os setores dessa cadeia precisam começar a pensar nisso e no seu propósito de marca, e é com o uso da tecnologia que eles vão conseguir transformar a experiência do cliente. Não adianta só ter um site para ser digital, a cultura precisa ser trabalhada. Portanto, não há outra maneira, nem outro caminho, inclusive para evitar as fricções”, conclui.
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