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8 de abril de 2021

Varejo paulista pede socorro após forte queda nas vendas


De acordo com o Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o varejo paulistano sofreu uma queda de 38,1% nas vendas do mês de março, na comparação com fevereiro, devido às restrições para o funcionamento do comércio não essencial em todo o estado, que não abre as portas desde o dia 6 de março.

Os dados extraídos da Boa Vista Serviços S/A indicam também que na comparação com o mesmo período do ano passado, o impacto na movimentação do setor também causou uma queda de 23,7%.

“As medidas para conter a pandemia somadas à queda da renda do consumidor e a falta da perspectiva sobre a vacina, que aumentaria a proteção contra casos graves da Covid-19 abalaram a confiança da população e, consequentemente, refletiram nas vendas do comércio”, analisa Marcel Solimeo, economista da ACSP.

Em março, outro indicador da ACSP, o Índice Nacional de Confiança (INC), que mede a confiança e a segurança do brasileiro em relação à sua situação financeira, já apontava o pessimismo dos consumidores com a marca de 76 pontos, o pior resultado desde o início da pandemia. “A sobrevivência de muitas empresas está em risco. Precisamos de ajuda do poder público. Faltam incentivos fiscais de todos os tipos e mais linhas de créditos com juros baixos para os pequenos e médios empreendedores”, completa Solimeo.

O estudo não levou em consideração os chamados serviços essenciais como farmácias e supermercados e as atividades voltadas para o e-commerce, pelo fato de não terem sido impactados pelas medidas do Plano de Flexibilização Econômica do governo do estado, criado na tentativa de conter as contaminações causadas pelo novo coronavírus.

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